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| Autor | FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN |
|---|---|
| Editora | ALMEDINA |
| Ano de Edição | 2010 |
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Sinopse
Esta Obra está também disponível na versão Inglesa.O presente livro vem apresentar uma escolha de cem obras da colecção do CAM. Traduzindo desejavelmente uma personalidade própria, as colecções permitem, contudo, leituras renovadas e múltiplas visões curatoriais. Este livro é disso testemunha.Sendo certo que nenhuma colecção pode, por si só, representar a arte produzida em determinada época, esta colecção constitui o mais sistemático conjunto de obras do século XX em Portugal e, no que se refere à primeira metade daquele século, talvez mesmo o único conjunto representativo acessível ao público.É essa, sem dúvida, a primeira responsabilidade do CAM: a de preservar, investigar e tornar acessível ao maior número possível esse património artístico à sua guarda.É também missão do CAM desenvolver e renovar essa colecção, para o que necessita estabelecer uma proximidade atenta e informada com a criação contemporânea. Na realidade, essa proximidade, requerida também para a concepção da programação, implica, naturalmente, o acompanhamento dos trajectos estéticos dos criadores, mas também uma atenção às condições dos percursos formativos e profissionais, às necessidades de diálogo internacional que a arte contemporânea incorpora na sua própria natureza. O convívio interdisciplinar que ela hoje pressupõe poderá encontrar, ainda, no CAM, o lugar apropriado, atendendo até às disponibilidades do seu espaço de acolhimento.Assim, no início de um novo ciclo de vida do CAM e com vista a desenvolver todas as suas potencialidades, perspectiva-se que este venha a centralizar a coordenação das actividades desenvolvidas pela Fundação Gulbenkian no âmbito das artes visuais, fazendo prevalecer as sinergias desta integração sobre a lógica da compartimentação orgânica.Os museus são tradicionalmente locais de preservação e de aprofundamento do conhecimento do seu património, considerando ainda a actividade educativa como parte da missão de serviço público. Mas hoje aqueles, sobretudo os de arte contemporânea, definem-se cada vez mais como instituições significativas da vida urbana, testemunhos icónicos da arquitectura dos nossos dias, lugares de encontro, espaços conviviais de inclusão, e onde se vão também desenvolvendo actividades de natureza diversa, que alguns atribuem mesmo à “tirania do entretenimento”. Mas sempre sem perder de vista, nem perturbar, a razão de ser de um museu, que é permitir a experiência, por definição única e desejavelmente enriquecedora, do encontro entre o olhar demorado do visitante e as obras de arte, entendidas estas não como suporte de uma narrativa crítica ou de uma visão curatorial, mas como objectos singulares que revelam beleza, conferem sentido, ou suscitam interrogação: que valem e falam por si.Teresa GouveiaAdministradora
Detalhes
| Autor | FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN |
|---|---|
| Editora | ALMEDINA |
| Ano de Edição | 2010 |
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