de
| Autor | JOSEPH ROTH |
|---|---|
| Editora | SISTEMA SOLAR |
| Ano de Edição | 2018 |
14,00 € O preço original era: 14,00 €.12,60 €O preço atual é: 12,60 €. (IVA incluído)
Esgotado
Portes de envio fora de Portugal Continental
Açores e Madeira: 10€ (portes grátis, para compras acima de 40€)
União Europeia (inclui Suíça e Reino Unido): 10€ + 5€ por livro adicional
Resto do Mundo: 20€ + 10€ por livro adicional
Sinopse
Não tenho nenhuma terra natal, se excluir o facto de que existo em mim próprio e que me sinto em casa comigo mesmo. Tive que percorrer muitas milhas. Entre o local onde nasci e as cidades, países, aldeias que atravessei nos últimos dez anos para poder permanecer neles e permaneço neles apenas para os abandonar de novo, fica a minha vida, mensurável mais de acordo com as medidas de espaço do que de tempo. As estradas percorridas representam os anos que percorri. O dia do meu nascimento e o meu nome, não estão registados em lado nenhum, em nenhum registo paroquial e em nenhuma conservatória de registo civil. Não tenho nenhuma terra natal, se excluir o facto de que existo em mim próprio e que me sinto em casa comigo mesmo. Onde me sinto mal é onde é a minha pátria. Só me sinto bem no estrangeiro. Se eu me abandono, perco-me. Daí ter o extremo cuidado de ficar sempre comigo mesmo. Eu nasci numa minúscula aldeola em Wolhynien, no dia 2 de Setembro de 1894, sob o signo de Virgem, com o qual o meu nome Joseph tem uma qualquer vaga relação. A minha mãe era judia, tinha uma estrutura robusta, era uma mulher ligada à terra e era de origem eslava, cantava frequentemente canções ucranianas, pois era muito infeliz; na nossa terra, são os pobres que cantam, não os que são felizes como acontece nos países ocidentais. Por isso, as canções orientais são mais bonitas e quem tem coração e as ouve fica à beira das lágrimas. Ela não tinha nenhum dinheiro e nenhum marido. Pois o meu pai, que, um belo dia, a levou para o ocidente, muito provavelmente apenas para me procriar, deixoua sozinha em Kattowitz e desapareceu para sempre. Deve ter sido um homem muito estranho, um austríaco vigarista, esbanjava muito, bebia, provavelmente, e morreu enlouquecido quando eu tinha dezasseis anos. A sua especialidade era a melancolia, que herdei dele. Nunca o vi. [] Nas páginas que se seguem, conto a história do meu amigo, camarada e correligionário Franz Tunda. Recorro, em parte, aos seus apontamentos, em parte, aos seus relatos. Não inventei nada, não compus nada. Já não se trata de «ficcionar» a narração. O mais importante é o que foi observado. [Joseph Roth]
Detalhes
| Autor | JOSEPH ROTH |
|---|---|
| Editora | SISTEMA SOLAR |
| Ano de Edição | 2018 |
DO autor
A MARCHA DE RADETZKY
ZIPPER E O SEU PAI
O LEVIATÃ
O CHEFE DE ESTAÇÃO FALLMERAYER
Da mesma temática
O OUTRO IRMÃO
UMA SEGUNDA-FEIRA COM SABOR A MATCHA
UM CHAPÉU DE LEOPARDO
CLAREIRAS
A PENÍNSULA DAS CASAS VAZIAS
RANSOM CANYON
AUTORRETRATO – INSTRUÇÕES PARA SOBREVIVER À MÁFIA
ISOLA
Avaliações
| 5 estrelas | 0% | |
| 4 estrelas | 0% | |
| 3 estrelas | 0% | |
| 2 estrelas | 0% | |
| 1 estrela | 0% |